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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Falconiformes
Família: Falconidae
 Leach, 1820
Subfamília: Falconinae
 Leach, 1820
Espécie: F. sparverius

Nome Científico

Falco sparverius
Linnaeus, 1758

Nome em Inglês

American Kestrel


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Quiriquiri

O quiriquiri é uma ave da ordem dos Falconiformes, da família Falconidae.

Também conhecido como falcão-americano, falcão-quiriquiri, gavião-mirim (Pernambuco), gavião-quiriquiri (Pernambuco), gavião-rapina (Nordeste brasileiro) e gaviãozinho, o quiriquiri é o menor dos falcões e uma das menores aves de rapina do Brasil, ocorrendo em todo o território, exceto em áreas de floresta. Como a maioria das aves de rapina, o quiriquiri captura cobras, lagartos, roedores, morcegos, pardais e filhotes de pombos, ajudando a controlar a população de alguns animais que, na ausência de predadores, podem se tornar pragas indesejáveis em áreas rurais e urbanas. Porém eventualmente pode capturar pequenos animais domésticos, mesmo em gaiolas, o que o torna alvo do ser humano, assim como o gavião-carijó. O seu nome deriva da sua vocalização.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (latim) falco = falcão; e do (latim) sparverius = semelhante ao pardal. ⇒ Falcão do tamanho de um pardal.

Características

Mede de 23 a 27 cm de comprimento e pesa de 85 a 140 gramas. O macho é cinza azulado no alto da cabeça e asa, enquanto as costas e a cauda são marrom avermelhado, finamente estriadas de negro. Uma larga faixa negra subterminal na cauda e ponta branca. As partes inferiores são brancas, com pontos negros no peito e barrigas, mais densos nos lados do corpo. Possui um desenho de lágrima, negra, abaixo do olho; uma outra linha vertical no lado da cabeça e um ponto negro na nuca.

A fêmea têm as costas e asas marrom avermelhada, com as estrias negras finas, sem o cinza azulado do dorso do macho ou a faixa negra subterminal na cauda. As partes inferiores são de tom marrom alaranjado claro, com riscos finos, verticais e negros, sem o padrão de pontos do macho. O desenho e cores da cabeça são iguais.

Os filhotes já saem do ninho com a plumagem do sexo correspondente.

Subespécies

Possui dezessete subespécies reconhecidas:

Alimentação

Caça a partir de poleiros fixos, naturais ou artificiais (como os fios ao longo da estrada) mesmo em ambientes urbanos. Durante a caça voa a pouca altura do solo, o que facilita a observação desta ave. Além de apanhar a presa a partir do poleiro, também costuma “peneirar” (voo no mesmo lugar).
Alimenta-se de lagartos e grandes insetos; ocasionalmente, apanha roedores, pequenas cobras, morcegos e pequenas aves. A presa é capturada e morta no solo, sendo carregada depois para o poleiro.

Reprodução

Nidifica em ocos de árvores, cavidades feitas por pica-paus, buracos em barrancos e até em cupinzeiros. A fêmea põe até 4 ovos que choca de 27 a 32 dias. Os filhotes voam entre 29 e 31 dias de vida e já apresentam dimorfirmo sexual.

Hábitos

Ocupa áreas semi-urbanizadas, margens de estradas e ambientes abertos, produzidos pela atividade humana. Nas áreas naturais, está na região de campos e de cerrados, evitando as matas, cerradões e formações de vegetação adensada. É muito ativo durante todo o dia, principalmente durante o período de reprodução.

Distribuição Geográfica

Desde o Alasca e Norte do Canadá até à ponta Sul da América do Sul (Terra do Fogo), em todo Brasil, exceto em florestas.

Referências

Consulta bibliográfica sobre as subespécies:

Galeria de Fotos